A atitude à frente do microfone não parece ser muito diferente daquilo que faz em campo: discurso simples, a dois toques, objectivo e sem excessos, traço revelador também de um carácter reservado e algo tímido, até, deste internacional belga de 22 anos que vive a primeira experiência no estrangeiro.
Axel Witsel mostra que sabe muito bem o que quer. Até a escolha do clube foi criteriosa, no objectivo de dar um passo em frente na carreira: o Benfica é o contexto mais favorável para um médio que gosta de um futebol muito técnico, mas muito mais competitivo do que o campeonato belga.
Como qualquer jovem, o belga da farta cabeleira é ambicioso. E não escondeu, na entrevista concedida a A BOLA, aquilo que o faz mover em campo: «Quero chegar ao topo.» Fala a nível individual, mas sabe que só o pode fazer numa envolvente colectiva: «Quero tornar-me num jogador de topo pelo Benfica. O meu objectivo é ser campeão e entrar na Liga dos Campeões.» E foi aí que agarrou pela primeira vez no enorme crucifixo que transporta ao peito: «Se Deus quiser!»
Católico praticante, Witsel vai-se adaptando a Portugal e a Lisboa. Não sai muito, mas já visitou as praias próximas ao centro de estágios e formação do clube, no Seixal. O clima e a paisagem litoral são as diferenças que o médio aponta relativamente à Bélgica natal: «Gosto do tempo quente. Na Bélgica o céu está sempre cinzento. Além disso, estou muito satisfeito com tudo o que me rodeia: as condições para me treinar são magníficas.»
Fonte: ABola
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